O amor é mesmo muito estranho.
E já ouvi muitas pessoas dizendo isso. Saber que o amor é estranho, faz parte de um dos maiores clichês da vida, porém ainda assim continuamos amando, nos entregando à essa loucura gigante que é prender a sensação de felicidade à visão de alguém.
Amor e paixão também.
Como fazer para ocultar essa loucura guardada em nós? Nem é tão difícil assim. Só precisamos mentir pra nós mesmos que estamos satisfeitos em amarmos a nós mesmos, numa batalha quase perdida entre nos ver no espelho todos os dias e não gostar mesmo assim ganhamos e nos enganamos repetindo o mantra bobo “sou feliz sozinho”, e não sou.
As lembranças nos ajudam muito. Quando estamos do lado daquela pessoa, mesmo que como amigos, guardamos cada momento, cada sorriso, cada piscar do olhar que nos mata por dentro de desejo.
E o tempo... Ah, o tempo!
Nunca me deparei com um fator mais desgastante que esse para quem ama. Ele leva pra nossos olhos os acontecimentos doces e encaixa em nossos dentes o nome, mais doce ainda, esse nome que vai causar cáries na nossa mente, vai corroer nossa rotina e nos fará dormir em nuvens de algodão doce. O que não sabemos, não vemos, vai se colar em nós como açúcar que não foi completamente retirado com água, mesmo se houver lágrimas, ele vai se unir ainda mais aos poros da nossa pele.
Eu me deixo chorar porque as lágrimas descem salgadas nesse gosto adocicado do amor azul e proibido. Não sei até quando isso vai estar em minha pele, meu coração careado de tanto amor, quer parar de bater nessa loucura esquisita que é amar errado.
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