O amor é mesmo muito estranho.
E já ouvi muitas pessoas dizendo isso. Saber que o amor é estranho, faz parte de um dos maiores clichês da vida, porém ainda assim continuamos amando, nos entregando à essa loucura gigante que é prender a sensação de felicidade à visão de alguém.
Amor e paixão também.
Como fazer para ocultar essa loucura guardada em nós? Nem é tão difícil assim. Só precisamos mentir pra nós mesmos que estamos satisfeitos em amarmos a nós mesmos, numa batalha quase perdida entre nos ver no espelho todos os dias e não gostar mesmo assim ganhamos e nos enganamos repetindo o mantra bobo “sou feliz sozinho”, e não sou.
As lembranças nos ajudam muito. Quando estamos do lado daquela pessoa, mesmo que como amigos, guardamos cada momento, cada sorriso, cada piscar do olhar que nos mata por dentro de desejo.
E o tempo... Ah, o tempo!
Nunca me deparei com um fator mais desgastante que esse para quem ama. Ele leva pra nossos olhos os acontecimentos doces e encaixa em nossos dentes o nome, mais doce ainda, esse nome que vai causar cáries na nossa mente, vai corroer nossa rotina e nos fará dormir em nuvens de algodão doce. O que não sabemos, não vemos, vai se colar em nós como açúcar que não foi completamente retirado com água, mesmo se houver lágrimas, ele vai se unir ainda mais aos poros da nossa pele.
Eu me deixo chorar porque as lágrimas descem salgadas nesse gosto adocicado do amor azul e proibido. Não sei até quando isso vai estar em minha pele, meu coração careado de tanto amor, quer parar de bater nessa loucura esquisita que é amar errado.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O calor que me anima
É difícil sair de perto de uma chama quando nos acostumamos ao calor dela.
Pode ser a qualquer momento, até mesmo ao meio dia. Não existe algo que incomode no fato de vê-la queimando, incomoda apenas ter que sair de perto.
O tempo às vezes só faz com que ela tenha labaredas ainda maiores, parece que ele sopra e vira combustível junto com algumas palavras bobas e insanas, não nos faz querer voltar a um ponto, o único ponto no qual queremos estar é olhando para a luz azul-amarelada.
Gosto do calor, não minto.
Vou bem devagar, tento não encostar muito, tento me apegar à minha realidade, ela me leva pra longe desse calor. Talvez um dia me queime com isso. Mas e daí? Meu presente me aquece.
Por que será que tenho sempre medo de começar, de chegar perto, e quando já está próximo de acabar, não quero abandonar? Tento esquecer e fico maluca com tanto desejo. Queria pular numa piscina de sorvetes, mas o sorvete já entrou em combustão e dançou com o vento na minha frente, queimando mais que o sol.
Me sinto mais fraca que Ícaro, querendo subir e me queimar no local onde o calor nunca acaba. Gostaria muito de ser feita de ar, e poder me misturar ao fogo sem ser matéria. Ser beijada por ele sem ter ao menos um pouco de fuligem para me marcar.
Eu saberia passar por ele e deixar apenas o desejo de uma próxima vez.
Sou sacerdotisa do vento, mas estou ligada ao chão e não sei voar. Ele é um sacerdote do fogo, possui dois olhos de brasa perigosa e de água cristalina, eu viro fumaça após me misturar com ele. Em mim só cresce a necessidade de olhá-lo e de beijar seu fogo.
Todos os dias em que me mostra como a chama pode crescer, tenho vontade de deixar minha matéria e virar fumaça para sempre, assim quem sabe vou poder beijá-lo sem que o mundo olhe para mim de forma maldosa.
O calor que me anima, um dia vai queimar minha alegria, espero conseguir sair de perto do fogo antes que isto aconteça.
Pode ser a qualquer momento, até mesmo ao meio dia. Não existe algo que incomode no fato de vê-la queimando, incomoda apenas ter que sair de perto.
O tempo às vezes só faz com que ela tenha labaredas ainda maiores, parece que ele sopra e vira combustível junto com algumas palavras bobas e insanas, não nos faz querer voltar a um ponto, o único ponto no qual queremos estar é olhando para a luz azul-amarelada.
Gosto do calor, não minto.
Vou bem devagar, tento não encostar muito, tento me apegar à minha realidade, ela me leva pra longe desse calor. Talvez um dia me queime com isso. Mas e daí? Meu presente me aquece.
Por que será que tenho sempre medo de começar, de chegar perto, e quando já está próximo de acabar, não quero abandonar? Tento esquecer e fico maluca com tanto desejo. Queria pular numa piscina de sorvetes, mas o sorvete já entrou em combustão e dançou com o vento na minha frente, queimando mais que o sol.
Me sinto mais fraca que Ícaro, querendo subir e me queimar no local onde o calor nunca acaba. Gostaria muito de ser feita de ar, e poder me misturar ao fogo sem ser matéria. Ser beijada por ele sem ter ao menos um pouco de fuligem para me marcar.
Eu saberia passar por ele e deixar apenas o desejo de uma próxima vez.
Sou sacerdotisa do vento, mas estou ligada ao chão e não sei voar. Ele é um sacerdote do fogo, possui dois olhos de brasa perigosa e de água cristalina, eu viro fumaça após me misturar com ele. Em mim só cresce a necessidade de olhá-lo e de beijar seu fogo.
Todos os dias em que me mostra como a chama pode crescer, tenho vontade de deixar minha matéria e virar fumaça para sempre, assim quem sabe vou poder beijá-lo sem que o mundo olhe para mim de forma maldosa.
O calor que me anima, um dia vai queimar minha alegria, espero conseguir sair de perto do fogo antes que isto aconteça.
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