Tem certas coisas que são
difíceis de assumir.
Eu tenho dificuldades com muitas
coisas na vida, mas uma delas é assumir meus segredos a pessoas próximas. E
contraditoriamente tenho a mania feia de contar minhas angústias a mais de uma
pessoa, expondo muitos dos meus problemas numa dimensão desnecessária.
Eu sou Maria, poucos conhecem
esse nome. Pelo menos em mim. Os que conhecem, realmente me conhecem e a esses
conto meus problemas, nunca meus segredos. Para que eu conte meus segredos é
necessário mais que me conhecer, deve-se ler meus pensamentos, porque é lá que
eles estão guardados.
Por mais que estejam na flor da
pele, meus segredos tem uma codificação forte, algum tipo de senha que quase
ninguém sabe ler. Por isso sou ótima mentirosa, e assumir isso para alguém
diretamente envolvido comigo é impossível. Talvez meus pais saibam que sou boa
com mentiras, ninguém mais.
E meus segredos nem são grandes
coisas, pequenas intrigas de uma vida normal, agravadas pelas minhas mentiras,
mas se vistos de uma perspectiva externa, eles são bobeiras na vida de uma
“recém-mulher”. Sim, me classifico
assim, porque realmente não sei se sou mulher ainda, talvez eu seja uma mulher
com uma mentalidade que não cresceu.
Sou bonita, se você quer saber.
Não me considero feia, porém não sou uma pessoa que arranque suspiros masculinos
– ou femininos.
A partir de hoje quero revelar
meus segredos, para ninguém específico e para todos. Se um dia vierem a
descobrir quem sou eu, paciência, pelo menos sei que alguém se importou com
minhas histórias. Vou esvaziar minha consciência aqui, porque ultimamente está
difícil dar grandes passos com tantas coisas na minha mente e tantos desejos
errados à flor da pele.
Maria A.
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