terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Colheita

Esse nosso mundo é um pequeno recipiente de confusões
onde tudo o que amamos deve ser medido
com pequenas colheradas e falta de incentivo.

Se pudesse alimentar meu amor
como alimento meus medos
a felicidade já teria transbordado infinitas vezes
e nunca teria explodido.

Algo do meu coração, pulou fora de mim
e brotou pela primeira vez em outro terreno.
Estou colhendo flores
ao pisar em cada centímetro do meu caminho,
o qual tive que desviar
para seguir o perfume de um campo
onde a terra já provou que é fértil para o amor.

Agora sei que todas as minhas palavras
podem ser sementes de algo bonito
por mais que sejam apenas palavras,
sinto que delas brotam flores
onde posso recolher néctar
 e encher meu coração.

Mas a volta desse caminho
está se estreitando
e ouço as vozes que me chamam
dizendo em tons graves que não tem volta deste local
onde o chão desmorona e eu não sei voar.

Não quero voltar não quero ficar
mas nem o tempo sabe
o que vai acontecer
porque um anjo acabou de me dizer que,
para colher um amor, não há estação nem hora ideal.

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