quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Je meurs d'envie


Eu ando morrendo por dentro.
Morrendo com um amor que não devia existir. 
Um ácido que foi sendo produzido no meu coração.  
Meu sangue está vazando aos poucos 
num furo que vai me matando, 
que vai fazendo meu coração pulsar 
um jato de tristeza vermelha, 
a cor que devia estar corando meu corpo, minhas faces, está vazando.

Não sei o que fazer quando o sangue fica aparente, 
tento esconder a hemorragia que aparece cada vez mais forte nos meus poros.

Minha culpa está sendo transformada em castigo
aos poucos vou morrendo,
me torno zumbi.

E a única coisa que quero sugar
é o cheiro da pele dele.


 

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